cronicamarco

Em mais ou menos quinze minutos, o Fluminense resolveu a partida contra o Bonsucesso, no Maracanã. E assim ficamos, até perto do fim nascer – e morrer em seguida – uma leve vaia pela falta de ímpeto de uma noite que não reservava grandes coisas, mas tinha dado ilusões de uma pequena épica para aqueles quase cinco mil presentes.

Antes da paralisação para os jogadores se hidratarem – a coisa tem acontecido mesmo e jogos noturnos -, o time visitante quase diminuiu o placar, e imaginei, ali pelos vinte minutos do primeiro tempo, que poderia ver algo como 9×2, 8×3, etc. Ou, no mínimo, um 6 ou 7×0. Mas bastou esta pequena parada e tudo ficou numa moleza sem fim. Verdade que Wellington Silva esteve cara a cara para um 4×0, mas falhou, deixando o até então inoperante goleiro ter alguma razão para se lembrar de uma noite de quinta-feira no Maracanã.

O segundo tempo poderia ter durado menos, porque aquilo estava mais que escrito. O Fluminense preguiçoso e o Bonsucesso sem ter o que mostrar. Algumas oportunidades, meio ao acaso, meio por descuido, surgiram, sem grandes consequências. A expulsão do camisa 9 visitante acabou sendo o lance principal daqueles desesperantes quarenta e cinco minutos. E não me perguntem como foi a falta, porque justamente naquele momento, eu estava de cabeça baixa, e vi apenas Gérson caído e o juiz levantando o vermelho para o 9.

Poderia ter sido muita coisa, mas, sabem os anos, nem tudo que começa com tudo tem a força para se manter. E manter-se é mesmo uma arte muito mais difícil, sabem os mesmos anos.

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