guimaraesrosa

A arrogância pode levar o indivíduo a não temer; porém, sem boa medida, causa uma espécie de teima infantil, incapaz de reconhecer a falha. E devo, portanto, reconhecer a minha, quando reclamei da saída de Mano Menezes do comando da Seleção e vi em Luiz Felipe Scolari um retrocesso. Não fui o único. Mas os outros que falem por si.

Tudo o que se especulou pela volta de Felipão acabou indo por água abaixo ou caindo por terra, ou tantas expressões mais, no momento em que a Copa das Confederações foi vitória e jogo impositivo. No entanto, a mística reprova: quem levou a Copa das Confederações não levou a Copa do Mundo. E o Brasil foi eficiente, em 2005, derrotando a anfitriã Alemanha e arrebentando com a Argentina.

Diferente da Alemanha, em 2006, o Brasil recebe uma Copa cercado por problemas das mais diversas ordens, inclusive futebolísticas, no tocante ao estado atual dos clubes e dos campeonatos. Se na metade dos anos 2000 parecia que caminhávamos para um nível de excelência, o último ano e o início deste mostraram que a coisa não é bem assim ou que não é assim que a banda toca. Até que ponto este turbilhão jogará, não sei. Os jogadores estarão, certamente, blindados, e muito do que nos chega, não chega a eles.

Se já não há tanto o desejo de políticos estarem expostos ao lado dos atletas, como dizem ter sido o caso em 1950, há uma praticamente infinita maquinaria publicitária e midiática, e não sei se os jogadores poderão respirar a isso.

No futebol, especificamente, sabemos que o time é bom o suficiente para vencer, embora possa, ao cruzar com um adversário mais potente, ficar pelo caminho. E isso sempre coube, ao Brasil e a qualquer outra seleção. Em 1970, tivemos uma final que enganou o caminho até ela, com partidas duríssimas contra Inglaterra e Uruguai. Houve superioridade, é inegável, mas isso nos fala a história, não a previsão.

 

É ele!

fred

O primeiro gol na final da Copa das Confederações e o recentemente marcado no amistoso contra a Sérvia indicam o que Fred pode fazer. E faz, de fato. Não tanto pela qualidade, mas pela importância tática, ele ganha seu lugar aqui. E não me falem de clubismos.

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