Purgatorio

Se observarmos as primeiras listas de favoritos, a Itália não figura. Nas listas mais recentes, já pode ser vista aqui e ali, mas ainda dentro de um segundo escalão. Discordo. E discordava.

Desde que Cesare Prandelli assumiu, depois de ter feito um bom trabalho na Fiorentina, a seleção italiana veio encontrando um modo de jogar que, em parte, se distanciava daquela tática de “golearemos por 1×0 ou será empate”. Digo em parte, porque Prandelli não ousou desfigurar a tradição, e a forte defesa permanece lá, inclusive, com muitos dos jogadores da fracassada equipe de 2010.

Quem viu Itália x Espanha, na Copa das Confederações, sabe que não seria nenhum descabimento a Itália igualar o Brasil em número de títulos. E mesmo o Brasil x Itália serve de sinal de atenção para quem quiser pensar que o Brasil pode repetir aquele 4×2 a qualquer hora. Minha Copa, porém, não prevê este confronto, e os italianos estarão, dia 13 de julho, no Maracanã, para enfrentar a Alemanha, na final.

Mero delírio.

 

É ele!

andreapirlo

O gol de falta contra o México, no Maracanã, em 2013, foi destes momentos esfuziantes, maravilhosos, encantadores, e outros adjetivos mais que foram esvaziados ao longo do avanço tecnológico e do utilitarismo do Capital. Para além do gol, a armação de jogadas, a escolha de quais passes e em que momento, a maneira de posicionar-se em campo. Andrea Pirlo não desgasta a metáfora: um maestro.

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