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Passaram longos anos esperando livrar-se do sintoma de Fúria amedrontada. Chegavam nas quartas, nas oitavas, mas ficava nisso mesmo. O título da Eurocopa de 1964 era um alento perdido. Até mesmo a segundo conquista, em 2008, abriu desconfianças, quando perderam para os Estados Unidos, na semifinal da Copa das Confederações de 2009. Mas aquilo seria um lapso sem muita força histórica.

2010 foi o ano da almejada conquista, após uma estreia surpreendente: 0x1 Suiça. Tanto que, na última rodada, havia um risco de eliminação, pois bastaria uma goleada Suiça sobre Honduras e um empate diante do Chile. Venceram por 2×1 e os hondurenhos conquistaram seu único ponto na Copa, com um 0x0 chatíssimo. O caminho até a final foi uma sequência de 1×0: Portugal, Paraguai e Alemanha (a quem haviam derrotado na final da Euro 2008, também por 1×0). A própria final repetiu a história: 1×0, com gol de Iniesta, no segundo tempo da prorrogação. Portanto, em sete jogos, marcaram somente 8 gols e sofreram apenas 2.

Em 2012, repetiriam a conquista da Eurocopa e, na Copa das Confederações do ano passado, no Brasil, deram uma mostra de que o futebol paciente, de posse de bola aparentemente ineficaz – não se pode chamar de ineficaz uma equipe com três títulos tão agudos -, estava encontrando obstáculos. Primeiro, uma excelente Itália atacou, atacou, mas ficou no 0x0. Nos pênaltis, 7×6 para os espanhóis. A final, sabemos todos: 0x3 Brasil, com um futebol sufocante por parte dos comandados por Felipão, e uma Espanha sem encontrar saídas.

Para 2014, nada de moleza: o sorteio pôs logo a vicecampeã de 2010, Holanda, para reeditar a final com a Fúria. Além disso, o bom Chile. E, não bastasse, o cruzamento que pode por Espanha e Brasil novamente cara a cara. O desfile do Real Madrid, na semifinal da Liga dos Campeões, e o título em cima de seu rival citadino, Atlético, são indicadores frágeis: Cristiano Ronaldo, Di María, Benzema, Pepe, Modric, Courtois, Diego Godín, Miranda e Arda Turan não são espanhóis.

 

É ele!

xabialonso

Segundo o especialista em tática, Vinicius Mitchell, Xabi Alonso é a esperança de uma mudança no estilo de jogo, agora já bastante esgotado. Segundo meu amigo poeta, reinventar-se é complicadíssimo, e ele concorda com o especialista: o meia do Real Madrid pode ser a chave para bolas mais longas, evitando o excesso de passes no meio e desafogando a equipe, quando muito pressionada. O meia veste a 14, como Johan Cruyff e Oscar Schmidt. Mas não estamos em 74 nem o esporte é basquete, claro.

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