suiça

A Suíça costuma aparecer em Copas, mas sem deixar lembranças. Equipes como Portugal e Dinamarca disputaram menos edições que os helvéticos, porém deixaram uma marca mais forte. De fato, até mesmo Croácia, Turquia, Bulgária e Polônia possuem, com menos participações, desempenhos melhores. E isso, olhando somente os países da UEFA.

Em 2010, esperava ver uma Suíça à la Grécia-2004, mas a eliminação precoce frustrou minhas apostas. Eu estava motivado por algumas questões simples: primeiro, vinham de uma Copa 2006 em que mantiveram a defesa invicta, sendo eliminados, nas oitavas de final, nos pênaltis, pela Ucrânia; segundo, porque imaginei que Ottmar Hitzfeld pudesse manter a defesa forte e agregar força ao ataque. Mas o treinador campeão da Liga dos Campeões por Borussia Dortmund e Bayern München não foi capaz de mudar a história, e o empate de 0x0 com a pobre Honduras roçou o patético.

Para falar a tal da verdade, a Suíça só aparece aqui, entre as equipes das quartas de final, porque o irmão de um amigo pôs peito e banca. Mas ele, que deveria escrever este texto, ficou enrolado e sem tempo, de modo que coube a mim a inglória tarefa de imaginar a Suíça indo tão longe. Se eles repetirem o rapaz, ficarão apenas como promessa.

Orgulho nacional, penso, não haverá: num país tão preocupado com finanças e rígidas fronteiras, como torcer por sobrenomes como Rodríguez, Xhaka, Behrami, Dzemaili, Shaqiri, Seferovic e Mehmedi?

 

É ele!

Hitzfeld

Por mais que haja bons nomes na equipe, incluindo uma linha de frente de qualidade inédita para o país, só mesmo muito conhecimento e muito estudo para carregar tão longe um time incapaz de marcar gols. Bem verdade que o futebol italiano não é uma máquina de artilheiros, e a Grécia, na base do conta-gotas, levantou uma Eurocopa. Porém, sabemos, a Copa costuma ser mais amável com as camisas e cruel com times acanhados.

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