Monumental

A conquista da Copa América de 2001 não deve ser tão importante para o futebol colombiano quanto a vitória em cima da Argentina, nas Eliminatória para a Copa de 1994. Naquele jogo, disputado a 5 de setembro de 1993, os cafeteros aplicaram a maior derrota albiceleste no Monumental de Núñez: um 5×0 com direito a golaços e um jogo encantador. A equipe daquele dia está quase toda na cabeça de qualquer amante do futebol: Oscar Córdoba, Luis Herrera, Luis Perea, Alexis Mendoza e Wilson Pérez; Leonel Álvarez, Gabriel Gómez, Carlos Valderrama e Freddy Rincón; Faustino Asprilla e Adolfo “Tren” Valencia. Técnico: Francisco Maturana.

Na Copa, porém, o time fracassou, e o gol contra de Andrés Escobar, diante dos anfitriões Estados Unidos, causaria, posteriormente, seu assassinato (embora haja muitas especulações sobre o crime, ocorrido em Medellín, ainda com a Copa em andamento, a ligação entre o gol contra e a morte parecem ser minimamente aceitáveis, seja por apostas, seja por uma discussão passional). A maior geração do futebol colombiano se apagaria, e apesar do sucesso de alguns de seus jogadores em suas respectivas carreiras por clubes, a seleção jamais voltaria a receber tanto respeito e admiração.

A geração atual parece menos brilhante, porém mais competitiva. Yepes, Zúñiga, James Rodríguez, Cristián Zapata, Fredy Guarín, Jackson Martínez, Teo Gutiérrez…O argentino José Pekerman possui peças e sabe lidar com elas, sabe arrumar a equipe de acordo com suas possibilidades e características. Não tentam jogar nem defensivamente como os italianos nem verticalmente como os alemães. Tampouco, prezam o exagero da posse de bola, como os espanhóis. Resta saber, no entanto, se Teo Gutiérrez ou Adrián Ramos conseguirão suprir a ausência de Radamel Falcão, o grande artilheiro do Porto e do Atlético de Madrid, que se lesionou gravemente atuando pelo seu último clube, o Monaco.

O grupo é “passável” (Japão, Costa do Marfim, Grécia), mas o problema é o cruzamento das oitavas: Inglaterra? Itália? Uruguai? E, nas quartas, poderiam enfrentar até mesmo o Brasil.

 

É ele!

El veterano portero Faryd Mondragón

O titular é David Ospina, e será difícil que Faryd Mondragón entre em alguma partida. Quem sabe se, com a equipe já classificada, Pekerman deixe o goleiro fazer uma despedida, contra o o Japão, em Cuiabá. Já o vi em campo, pelo 1. FC Köln, da Alemanha, em 2009. E quando contei isso a meu antigo flatmate colombiano, Camilo Hernández, a reação foi a seguinte: “mas ele ainda jogava?” E não apenas ainda joga, cinco anos depois daquela partida, como está convocado para a Copa, aos 42 anos. Como faz aniversário no dia 21 de junho, Mondragón, caso entre em campo, será o atleta mais velho a disputar um Mundial, batendo a marca de Roger Milla (42 anos e 39 dias).

Anúncios