Desenho de Luis Dlugoszewski

Desenho de Luis Dlugoszewski

Escalação: Emilio Matyaszczyk; Lucía Caminada, Miguel “El Pelado” Rodríguez, Lukita Rodríguez, Enzo “Tiburón” Maidana; Hernán Sourigues, Bibiana Ruiz, Marcelo Cohen, Garraza Ruiz; Lucas “25” Benito e Alejandro “Jujuy” Bejarano

Não poucos os amigos e conhecidos que me consideram argentino. Há quem acredite, inclusive, que torci por esta seleção, em 2006, ou que até hoje desejo vê-los campeões seja da Copa América seja da Copa do Mundo. Para espanhóis, peruanos, bolivianos, chilenos, colombianos, etc, também sou argentino, devido ao sotaque. Acredito que haja apenas um lugar neste planeta em que eu não seja considerado como argentino: na Argentina, obviamente.

Minha relação com o país começou em 2002, quando queria praticar as coisas aprendidas num curso de espanhol e como não havia passagens de avião baratas para o Uruguai, resolvi embrenhar-me, de ônibus, por Paraguai, Argentina e Uruguai, passando por Foz de Iguaçu e Porto Alegre. De lá para cá, já se foram muitas idas e vindas a Buenos Aires, incluindo os 46 dias de 2006, os 27 jogos em 32 dias, em 2007, outras passagens mais curtas e, finalmente, ter morado lá, de julho de 2011 a março de 2013.

Fui sócio do Vélez Sarsfield, do Argentinos Juniors e do Club Atlético General Lamadrid, meu time de preferência, militantes na quarta divisão e a quem dedico algumas crônicas no livro publicado ano passado, em parceria com meu amigo desenhista, Vinicius Mitchell.

Estive em praticamente todos os estádios da Capital (se a minha conta não falha, faltam-me apenas quatro) e em muitos da Grande Buenos Aires. Pesquisei sobre futebol local em jornais dos anos 30 (o profissionalismo começou em 31) e em diversos livros. Conversei com barras bravas e sócios vitalícios de clubes como o citado Vélez e o River Plate.

Vi duas vezes a seleção argentina, sempre no Monumental de Núñez e em partidas válidas pela última Eliminatória. A primeira delas – qué ironía, papá – justamente num 7 de setembro: 4×1 Chile. Meses depois, seria a hora de 4×0 Equador, com estádio lotado e uma enorme expectativa pelo Mundial no Brasil. Vení, vení, cantá conmigo, que un amigo vas a encontrar, que de la mano de Lio Messi, todos la vuelta vamos a dar.

A equipe atual é fortíssima, com Di María imparable, um Higuain goleador e, claro, Messi. A defesa é o ponto fraco, não apenas pelos zagueiros e laterais, mas pela falta de um 5 ou de alguém que possa, eventualmente, fazer esta função. Mascherano é muito querido e apreciado, mas não me convence, no caso de o adversário ter um ataque veloz e de bons passes. Sabella, outrora assistente de Passarella, é muito mais treinador que Maradona, e isso, convenhamos, tem seu peso.

O caminho até as quartas, ou mesmo até as semifinais, parece fácil, depois do sorteio. E justamente aqui a minha aposta – com toda a desculpa aos meus queridos compatriotas: cairão diante da Suíça, nas oitavas. Uma derrota parecida com aquela de 94, contra a Romênia. Depois, em 2018, que sejam campeões, que Messi conquiste o que merece, e eu até me junto para cantar Oíd, mortales, el grito sagrado: Libertad! Libertad! Libertad!

 

É ele!

messi

Quem mais?

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