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É isso mesmo. Minha aposta está lançada: Gana elimina Portugal, na fase de grupos, e avança em segundo lugar, atrás da Alemanha. Depois, nas oitavas, cai diante da Bélgica, em Salvador. Se acredito mesmo nisso tudo? Sim, em parte, sim.

O quarto lugar na Copa da África poderia gerar mais desconfiança, pois foram eliminados por Burkina Faso e, na decisão do terceiro lugar, perderam para Mali. Mas, como visto aqui mesmo, no texto sobre a Costa do Marfim, torneios continentais nem sempre são parâmetro. Na verdade, sequer boas campanhas nas Eliminatórias, pois na Copa a coisa é num piscar de olhos, basta um tropeço bobo, um empate contra uma força do grupo, pronto, o adeus vem buscar pela mão.

Portanto, sim, acredito que Gana possa buscar esta vaga, quem sabe deixando a Alemanha para trás, o que seria um feito enorme. Em grupo tão imprevisível, a estreia fala muito: se a Alemanha derrota Portugal e Gana vence os Estados Unidos…olha aí…Depois, sendo sincero, Gana me parece mais capaz de sair classificada numa oitavas contra a Bélgica do que o contrário. Não pelo futebol, mas por esta vibração que se daria em Salvador, local do – suposto – confronto.

Na Copa passada, chegaram às quartas, e viram a semifinal a um pênalti de distância, desperdiçado por Asamoah Gyan, no último milésimo da prorrogação contra o Uruguai. Tiveram mais uma oportunidade, pois a partida seguiu para a decisão por pênaltis, mas falharam duas vezes – Asamoah Gyan, com coragem, voltou a bater, e desta vez acertou. Partida para ser vista e revista, como Suécia x Romênia, em 1994, e tantas outras…

Veremos. O que acontece em 2014.

 

É ele!

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Depois de quatro anos, tem a chance de voltar a um Mundial e tentar esquecer – se é possível – o pênalti contra o Uruguai, cobrado no lance derradeiro da prorrogação. Coragem não lhe falta, pois naquele mesmo dia bateu outro pênalti, na decisão alternada. Capitão, anda fora das lupas, jogando no futebol árabe. Kevin-Prince Boateng, Sulley Muntari e Michael Essien vivem melhores momentos nas carreiras – com algum relativismo, pois dois deles atuam no Milan de uma temporada fraca. Mas este espírito de redenção confere a Gyan uma atenção especial.

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