yekini

Dia 21 de junho, em Cuiabá, o confronto Nigéria x Bósnia poderá ser uma espécie de definição do segundo lugar no grupo. Qualquer coisa diferente – Argentina em segundo, Irã classificado – será uma surpresa para enriquecer fanáticos nas casas de aposta.

Atuais campeões africanos, os nigerianos não possuem um histórico em Mundiais que lhes permita grandes sonhos. Encontrar uma França ou Suiça, nas oitavas, pode ser a repetição do destino das melhores campanhas, em 1994 e 1998. Na primeira ocasião, beiraram um grande feito, mas Roberto Baggio foi cirúrgico, com um gol de empate aos 88 minutos e outro, o da virada, na prorrogação. Na segunda chance de alcançar um quarta de final, foram massacrados pela Dinamarca: 1×4.

O curioso é que disputam sua quinta Copa do Mundo, sendo a quarta dividindo grupo com a Argentina. Apenas em 1998, não se deram as caras. Foram três derrotas, sempre por um gol de diferença (0x1, 1×2, 0x1). Haverá surpresa, em Porto Alegre?

A pena das penas é o futebol ter mudado tanto, mas tanto, que uma comemoração espontânea -e tocante – como a de Yekini, ao marcar o primeiro gol nigeriano em Copas, contra a Bulgária, é nada mais nem menos que uma relíquia improvável de voltar, através de outros corações, aos gramados.

É ele!

keshi

Num mundo em que treinadores brancos vão fazer o papel de pensar para os africanos jogarem, Stephen Keshi é, sim, uma referência, talvez uma mudança neste estranho paradigma, que, em certa altura, poderia ter sido justificado – como o é ainda hoje nos países asiáticos, em geral -, pois o futebol era incipiente demais naquelas terras. Foi jogador, tendo atuado na Copa de 94.

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