LaranjaMecanica

Que o jogo de estreia de um grupo seja a última final da Copa causa estranhamento. E será neste duelo, perdido há quatro anos, que a Holanda terá a chance de buscar sua vaga. Pois, ao meu ver, o Chile está arrumado demais para não se classificar, e, claro, a Espanha é a Espanha. Verdade que os sulamericanos tiveram a chance de deixar os espanhóis fora do Mundial, em 2010, e este detalhe histórico pode gerar alguma expectativa semelhante – ou até cábala – para Chile x Holanda, na terceira rodada. Mas isso tudo são voltas, cabe pensar em outra: a dos vice-campeonatos.

1974, na Alemanha, 1978, na Argentina, e 2010, na África do Sul. Serve a coincidência: todos os países, considerando a língua portuguesa, começam com “A”. No entanto, não parece ser desta vez que a Holanda quebrará estes vices. Consolo: tampouco devem chegar ao quarto vice.

A saída de Edwin van der Sar tinha aberto um caminho para Maarten Stekelenburg, mas o polêmico Louis van Gaal já desviou a rota e o goleiro não está nem entre os quatro pré-selecionados. De fato, nenhum holandês passa por um grande momento em seu clube, com exceção de Robin van Persie – vindo, porém, de lesão recente – e, sem dúvida, Arjen Robben, o homem de um drible só (e eficiente).  Entre a magia de 74 e a rudeza de 2010, o que sobra é uma incógnita para 2014.

 

É ele!

robben

Corta para dentro e bate para o gol. É o Felipe holandês, com algumas diferenças – algumas muitas, admito – que o faz ser demolidor. O Real Madrid, no entanto, soube marcá-lo, e isso deve servir de inspiração ou referência para as defesas da Espanha, do Chile, e, por que não…da Austrália. Ele, dificilmente, mostrará outro repertório. Precisa?

 

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