Euro2004

Quase cume da cabeça da Europa toda, Portugal possui uma história de quases, e terá, nesta Copa em que todos os campeões mundiais se apresentam, um desafio bem maior que suas capacidades deixam prever. O estardalhaço em cima de Cristiano Ronaldo possui uma contra-tradição: quem chegou como melhor do mundo, não apenas ficou sem a taça, mas fracassou – vale para outro português, Luis Figo, eleito em 2001 (Portugal caiu ainda na fase de grupos).

O grupo pode ser tão fácil quanto complicado, porque Gana e Estados Unidos são incógnita – com tendência ao ruim – e uma surpresa lusa diante dos alemães, em Salvador, logo na estreia, pode mudar muita coisa.

Cabe lembrar que Portugal não esteve cá da outra vez, em 1950, e sua primeira Copa, em 1966, é até hoje seu maior êxito, devido ao terceiro lugar, devido a uma incrível virada contra a Coreia do Norte (perdiam por 0x3, terminaram 5×3), devido a um Eusébio que se estabeleceu nos “halls of fame”. 2006, na Alemanha, com o agora treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, voltaram a uma semifinal, mas caíram diante dos anfitriões.

A maior frustração, no entanto, não foi num Mundial, mas na Eurocopa 2004, quando, em casa, perderam a final para a Grécia. O treinador era Scolari, Cristiano Ronaldo estava em campo, a Grécia virá à Copa e o Brasil possui uma frustração semelhante. Até aí, morreu Neves, como versa o popular.

Numa sofrida Eliminatórias, o segundo lugar lhes lançou a uma repescagem contra a Suécia. Por graça ou coincidência, podem voltar a ver a primeira colocada do grupo, a Rússia, numa suposta oitavas de final.

O time tem dois caminhos: ou se concentra em Cristiano Ronaldo, na esperança de uma andorinha, ou se limita a…jogar para Cristiano Ronaldo.

 

É ele!

cristiano-ronaldo

Claro.

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