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Texto de Marcelo Paes, autor de Olaria – A conquista da Taça de bronze (editora Oficina Raquel)

Invadidos pelos Romanos, reivindicados pelos Bizantinos, controlados pelos Otomanos, ocupados pelos Austro-Húngaros. O estopim da Primeira Guerra Mundial aconteceu na sua capital, Sarajevo.

Depois, anexados à Iugoslávia, doutrinados pelo comunismo, fragmentados numa guerra civil e, finalmente, forçados a permanecerem unidos por um acordo internacional.

Hoje em dia são três idiomas oficiais, três religiões principais e um território dividido entre dois “Estados” completamente independentes, com constituição, leis e tribunais próprios. Há ainda o distrito de Brcko, que apesar de ser a única porção de terra do país controlada por ambas as federações, ao mesmo tempo detém os mesmos direitos de seus administradores e poderia até ter uma constituição própria, caso quisesse.

Essa é a versão resumida da história da Bósnia e Herzegovina. E você achando que Game of Thrones era confuso.

Devido ao histórico recente, é de se admirar que o país consiga montar um time competitivo. Apesar de ser o único estreante, chega à Copa com uma das melhores campanhas das eliminatórias, com apenas uma derrota em dez jogos.

Com exceção do zagueiro Muhamed Bešic, todo o elenco é mais velho que o próprio país, que conquistou a independência em Março de 92. Para esses 23 jogadores, a Copa de 2014 é muito mais que um campeonato: é uma grande oportunidade para criar um sentimento positivo em torno de sua bandeira e de seu povo.

Para a Bósnia e Herzegovina, o futebol vem sendo um auxílio luxuoso na busca pela afirmação de sua identidade.

É ele!

Edin Dzeko salutes the Manchester City fans

De longe o mais notório jogador do país, o “Diamante Bósnio” Edin Džeko é a garantia de gols de sua equipe. O atacante foi o vice artilheiro das eliminatórias de 2010 e agora repetiu o feito, ficando atrás do holandês Van Persie por apenas um gol. Com ele na frente, dificilmente veremos o zero no placar por muito tempo.

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