Frida-Kahlo

México é uma espécie de Portuguesa ou América. Poucos se incomodam com sua presença, muitos têm boas lembranças dos Mundiais de 1970 e 1986 – brasileiros e argentinos, sobretudo – e, claro, não se pode dizer que a seleção é um saco de pancadas. Daí a pensar que são uma força, infelizmente, não se pode, e, por isso, o sí se puede, entoado com grande expectativa, costuma falhar.

Após terem flertado com a eliminação, conseguiram se classificar na repescagem, derrotando sem dificuldades a Nova Zelândia. Pode ser, então, que esta falta de expectativa traga algum resultado melhor que as oitavas de final. Isso, claro, por esta via simbólica, pois o que se vê em campo não anima ninguém.

Ano passado, na Copa das Confederações, fizeram o que se esperava: derrotas para Brasil e Itália, vitória contra o Japão. Na Copa, voltam a estar no grupo do anfitrião, e, ao meu ver, levam pequena desvantagem em relação à Croácia. Uma eliminação na fase de grupos, não conhecem desde 1978.

Num país de comida tão temperada, chega a ser irônico que, justamente sal, falte na seleção.

 

É ele!

marquezrafa

Na sua última Copa, Rafa Márquez chegará como capitão, líder, voz dentro e fora do campo, e, em certa medida, proteção, de modo que os jovens se sintam mais à vontade. Certamente, não tem mais o futebol dos seus anos de Barcelona, mas o que vimos com o León, na Libertadores, satisfaz. Duelos com Fred, Mandzukic e Eto’o podem ser interessantes para os apreciadores do futebol.

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