Kusama

Para um brasileiro, futebol japonês está intimamente associado a Zico. Não sei até que ponto é história ou mito, mas ao ex-rubro negro é atribuído o desenvolvimento do futebol daquele país de atletas disciplinados, velozes, mas…Mas. Na década de 90, foram muitos os brasileiros e argentinos a frequentar a J-League, e, não deve ser acaso, foi justamente em 98 que o Japão fez seu primeiro Mundial. Três derrotas, apenas um gol marcado.

Para 2014, chegam com a experiência de duas oitavas de final: em 2002, em casa, quando perderam para a Turquia; 2010, eliminados pelo Paraguai, nos pênaltis, após um 0x0 típico da seleção sulamericana. Não é mais o Brasil a oferecer ensinamentos aos japoneses, mas a Alemanha, num movimento inédito e até mesmo inesperado – para mim, ao menos – de nipônicos atuando na Bundesliga. Um dos principais, Shinji Kagawa, saiu do Borussia Dortmund para o Manchester United, mas não sei dizer se a mudança lhe fez bem. Para que se tenha uma ideia, o site oficial da Bundesliga está em quatro idiomas: alemão, obviamente, inglês, polonês e, isso mesmo, japonês.

Do que pude ver, via youtube, das Eliminatórias, é um time que mantém a correria de sempre, consegue ter a bola, mas encontra dificuldade tremenda de fazer gols. É de se imaginar um 0x0 contra Grécia, uma derrota de 0x1 para Costa do Marfim e um 0x2 contra a Colômbia. Disse imaginar, não palpitar.

 

É ele!

Sakai

Que me desculpem os fãs de Kagawa, os seguidores de Nagatomo, a história de Endo e Hasebe, a aposta em Honda: Gotoku Sakai joga no VfB Stuttgart – por onde passou Shinji Okazaki, agora no Mainz 05 -, e este já é o motivo mais do que justificado para estar aqui. Uma pena o Japão não estar no grupo dos Estados Unidos, pois seria o encontro de um japonês nascido em Nova Iorque e jogador na Suábia com um treinador suábio à frente de uma seleção estadunidense.

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