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Texto de Marcelo Paes, autor de Olaria – A conquista da Taça de bronze (editora Oficina Raquel)

A incógnita. Nem o ferrolho dos chutões bolivianos, nem a raça do Paraguai, nem a fragilidade saltitante da Venezuela. A seleção do Equador é a “média” do continente. Nem tanto ao céu, nem tanto à Terra; y así pasan los dias.

Do início para a metade dos anos 2000, o futebol equatoriano teve um momento de alta, bem

representado pelos títulos internacionais da LDU. A seleção nacional foi o reflexo dessa alta e disputou duas copas seguidas, 2002 e 2006, as primeiras de sua história, não conseguindo repetir o feito em 2010.

Retornam agora em 2014, integrando um dos grupos mais equilibrados do mundial; mas isso definitivamente não é um elogio: a França passou em segundo em um grupo que tinha a Espanha e três babas (Bielorrússia, Finlândia e Geórgia). A Suíça foi a primeira em um grupo “all babas”, onde qualquer um poderia ter sido primeiro. Honduras se classificou em terceiro lugar na bacia das almas. Seu maior feito foi jogar um irreconhecível México para a repescagem.

É justamente em toda essa mediocridade que talvez resida a grande chance de classificação do Equador. Tudo pode acontecer nesse grupo; tudo mesmo, inclusive o Equador fazer valer um certo “fator casa” por jogar em seu continente e beliscar o primeiro lugar. Ou não, quem sabe?

 

É ele!

erazo

Nada de Valencia. Pra mim, o grande destaque do Equador é Frickson Erazo. Explico: na ocasião do jogo entre Emelec e Flamengo, pela Libertadores desse ano, a imprenssa local se mostrou atônita com o fato de Erazo, que é unanimidade na seleção, ser apenas banco no time carioca. Não adiantou falar das duas falhas consecutivas em lances chave, nem do seu desempenho na zaga rubro negra. Erazo não pode ser banco. Se estão dizendo, eu acredito.

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