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Meu amigo Vinicius Mitchell que me perdoe, mas a Copa de 1994 significou muito pouco para o futebol estadunidense, no que diz respeito à seleção nacional. Podem ter uma liga mais atraente que outrora, um público – latino, sobretudo – mais empolgado, e até uma boa quantidade de dinheiro circulando, mas a coisa termina mais ou menos aí. E já se vão 20 anos, ou seja, já deveria ter surgido uma geração promissora.

Na última Copa, foram eliminados por Gana, nas oitavas de final, e desta vez reencontrarão, já na fase de grupos, a seleção africana. Terão ainda difícil tarefa de enfrentar Cristiano Ronaldo, e, não bastasse, a coincidência de pôr frente a frente “criador e criatura”, isto é, o treinador que deu início à recuperação da Nationalelf e alguns dos seus antigos comandados, incluindo seu ex-assistente técnico, Joachim Löw. Só não sei se o Klinsmann de agora estaria mais perto daquele que fracassou no Bayern.

O acessor de Klinsmann, Tab Ramos, é aquele da cotovelada de Leonardo, nas oitavas de 94. E são estes dados curiosos que preenchem a história do futebol dos Estados Unidos. Alguém dirá de Alex Lalas e sua aparência grunge – no auge do grunge – ou de 1998, no promovido e “temido” encontro com o Irã, na fase de grupos. Também, na esteira da Copa em território brasileiro, aquele 1×0 diante da Inglaterra, em Belo Horizonte. Seria um feito meramente futebolístico, não fosse o filme The game of their lives, dirigido por David Ansspaugh, e filmado no estádio do Fluminense.

Se o negócio deles é espetáculo, o futebol não lhes cabe bem.

 

É ele!

Football. UEFA Cup Final, Second Leg. Naples, Italy. 17th May 1989. Napoli 2 v VfB Stuttgart 1 (Napoli win 5-4 on aggregate). Stuttgart's Jurgen Klinsmann celebrates after scoring a goal.

Ao lado de Kocsis, da Hungria, Jürgen Klinsmann é um dos maiores artilheiros da Copa do Mundo, com 11 gols, atrás apenas de Ronaldo (15), Miroslav Klose (14), Just Fontaine (13, todos marcados numa única edição) e Pelé (12). Foi campeão como jogador, em 1990, e sofreu nos vexames de 94 e, principalmente, 98, naquele 0x3 diante da Croácia, nas quartas de final. Seria bom vê-lo jogar, mas como a idade chega para todos, como versa o ditado, o jeito é recebê-lo num banco de reservas mesmo. E ouvir o sotaque suábio nas entrevistas.

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