camaroes

Em 1994, Camarões também ficou no grupo do Brasil. A Copa também era a ocidente do Atlântico. E, além disso, havia uma enorme expectativa, depois da campanha na Copa de 94, quando estiveram bem próximos de chegar a uma semifinal (derrota por 3×2, para a Inglaterra, já na prorrogação). No entanto, aquela que foi a terceira participação em Mundiais, após 82 e 90, acabou sendo um vexame: estreia digna, contra a Suécia (2×2) e duas boas derrotas: 0x3 Brasil, e (!), 1×6 Rússia. Este último jogo causou uma das coisas mais curiosas da História das Copas, pois Oleg Salenko, ao marcar 5 vezes diante dos africanos, viria a ser um dos artilheiros, ao lado de Stoichkov (Bulgária), com 6 gols. Cabe dizer que a Rússia não passou de fase, ou seja, Salenko obteve uma média de 2 gols por partida.

A atual seleção camaronesa vive os constantes boatos de um “racha” entre seu maior nome, Samuel Eto’o, e o resto do grupo. Até que ponto isso existe, até que ponto isso afeta o futebol deles, me é impossível dizer. O que posso, depois de assistir às partidas eliminatórias contra a Tunísia (0x0 e 4×1), é afirmar que esta seleção não me assustaria, estivesse eu como treinador da Croácia, do México ou do Brasil. A linha defensiva, de três, virando quatro na hora de sair para a armação, não é difícil de ser superada. E se quiserem, contra o Brasil, fazer uma retranca, terão de sair da zona de conforto e procurar um contraataque puxado por…quem? Num duelo Eto’o x Thiago Silva, por exemplo, o brasileiro não deve encontrar tantos problemas.

Uma boa estreia contra o México, dia 13 de junho, em Natal, pode estar mais perto da ilusão de 94 do que do sucesso de 90, quando, no jogo inaugural, venceram a Argentina, com Maradona e tudo mais, por 1×0.

 

É ele!

matip

Joël Matip não é a estrela da seleção. Não é o mais experiente, não é o mais badalado. Mas é um ótimo jogador, e, no fim, é o que importa. Nascido em Bochum, na Alemanha, o atleta permanece na região do Ruhr, atuando pelo Schalke 04. Não sei se será titular, mas espero ver – pela televisão – seu futebol elegante em campo. Bom passe, tranquilidade – a expressão serena mesmo em divididas ríspidas -, cabeça erguida. Se alguém lhe atirasse uma banana, durante a partida, ele talvez repetisse o nobre gesto de Daniel Alves, com uma provável alteração: ao invés de jogar a casca no chão, iria até a lixeira mais próxima.

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