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Em 1994, disse a um amigo, sem titubear: a Grécia estará nas quartas-de-final, eles derrotaram a Rússia, o grupo não é complicado. Foram três derrotas, 10 gols sofridos, nenhum marcado. A estreia em Mundiais esperaria dez anos para uma espécie de redenção, quando viriam a conquistar a Eurocopa 2004, em Portugal.

A primeira e única vitória em Copa veio contra a Nigéria, adversário também de 94, no 2×1, em 2010. Curiosamente, estes foram os dois marcados pelos gregos em Copas, pois as duas outras partidas termiram 0x2 (Coreia do Sul e Argentina). Portanto, o curriculum indica 5 derrotas, 1 vitória, saldo de gols de -13.

Não bastasse este histórico pouco animador, as Eliminatórias devem ser relativizadas. Assim como França e Portugal, a Grécia se classificou na repescagem, ao derrotar a Romênia, em casa, por 3×1, e segurar o 1×1, fora. No entanto, o grupo que deixou os gregos em segundo constava de Suiça (classificada em primeiro), Eslovênia, Noruega, Albânia e Chipre. Para breve comparação, cabe lembrar que os franceses dividiram grupo com a Espanha.

Conquistaram a Euro 2004 na base da defesa, num esquema insuportável do alemão Otto Rehhagel, e esta herança parece, em alguma medida, permanecer, mesmo após a saída do treinador, cedendo a vaga para o português Fernando Santos. Bem verdade que possuem um grupo “passável”, no Brasil, com alguma vantagem apenas para a Colômbia. Têm tanto força quanto velocidade para encarar Costa do Marfim e Japão. Quem sabe uma otivas-de-final seja mais possível do que minhas parcas previsões.

 

É ele!

samaras

Parece o Loco Abreu, mas apenas pelos cabelos, a barba, a altura e a posição. Mas se veste de um azul mais escuro e se chama Georgios Samaras. Um pouco mais técnico que aquele de azul celeste, sabe jogar pelas pontas, e na partida contra a Romênia, a que finalmente comprovou a vaga grega na Copa, atuou quase como um meia-esquerda, chegando a ser uma espécie de lateral, quando eram atacados. Dizer que marca poucos gols pela seleção seria maldade, afinal, nem Romário, nem Batistuta, nem Fontaine conseguiriam muita coisa num esquema que almeja o 1×0. Ser o terceiro grego a marcar em Mundiais seria uma ambição honesta.

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