Han-Kang-La-Vegetariana

Na ascensão econômica e social, muito se compara – para críticas aos governos Lula/Dilma – o Brasil com a Coreia do Sul. Para além da teatralidade política – seja situação ou oposição -, é presico pensar com atenção nisso, e, atenção, no caso, é estudo e reflexão em diversas áreas. No que toca à Copa do Mundo, estamos há 12 anos daquele Mundial como farsa, anterior à tragédia. Se ignoro quais tenham sido as consequências extrafutebolísticas para o país , percebo, nas quatro linhas, como aquele quarto lugar, à base do apito, fez mal para os sulcoreanos.

Sem dúvida, a Coreia do Sul é a maior referência asiática, no que diz respeito à regularidade. Desde 1986, disputam todas as Copas. O problema, no entanto, é que estas presenças não costumam ser marcantes. No continente, ganharam as duas primeiras edições da Copa da Ásia, em 1956 e 1960, e foi só. Em Copas, em apenas duas vezes passaram da fase de grupos: 2002 e 2010. Como dito acima, a primeira foi uma farsa, em que inúmeros “erros” dos juízes foram carregando a seleção sulcoreana para frente. Fica difícil aceitar as vitórias contra Itália e Espanha. Não foram jogadas complexas, duvidosas; foram claros lances de prejuízo para os adversários, em nome de não se sabe bem o quê.

Verdade que muitos jogadores sulcoreanos atuam em ligas fortes, como a alemã, a inglesa e, de certo modo, a japonesa e a chinesa. Isso poderia ser visto como uma espécie de legado de 2002. Porém, aquele falso quarto-lugar não me parece ter mudado a história, e as recentes atuações, incluindo as Eliminatórias, não dão muitas esperanças de bom 2014. Tanto Rússia quanto a aguardada Bélgica são muito superiores. E a Argélia parece estar alguns passos a frente.

É ele!

heung-mim

Son Heung-mim joga – e joga mesmo – num dos importantes times da atual Bundesliga: o Bayer Leverkusen. Se vencerem na última rodada, estarão garantidos na fase eliminatória da Liga dos Campeões. Com 1,83m, seu estilo poderia nada ter de “típico asiático”, e ele encararia qualquer defesa em bolas aéreas. Mas seu forte é mesmo velocidade e, no alto, só para incomodar, porque, dos nove gols na atual temporada da Bundesliga, nenhum foi de cabeça. Para contraataques, ajuda tanto como finalizador quanto na armação. Uma das semifinais será no dia do seu aniversário – 8 de julho -, mas não acredito que ele esteja nutrindo este sonho.

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