Iran1978

Quando a Argentina sorriu, ao ver a formação do seu grupo, na Copa do Mundo, os demais devem ter sentido alguma esperança, pois, se se dava como certo o primeiro lugar para os sulamericanos, o segundo posto ficava relativamente em aberto. Por tradição, a Nigéria levaria um favoritismo, mas não é demais ficar atento à estreante Bósnia-Herzegovina. Nisso, o sorriso iraniano vai perdendo o contorno, ainda que seja muito melhor um grupo destes do que o da Austrália, por exemplo.

Estiveram próximos de cair na repescagem asiática, contra a Jordânia, mas uma inacreditável vitória contra a Coreia do Sul, fora de casa, permitiu não apenas a vaga, mas o primeiro lugar do grupo. A partida, disputada a 18 de junho, e que completará um ano dois dias após a estreia do Irã na Copa, contra a Nigéria, em Curitiba, expõe todas as fraquezas desta seleção que vem para seu quarto mundial. De fato, o gol só saiu por uma falha de Kim Young-Gwon, e o gol coreano só não saiu por causa de intervenções sobrenaturais – com uma boa pitada de incompetência dos atacantes.

Repetir 1998, quando derrotaram os Estados Unidos, será um bom feito para a equipe comandada pelo português Carlos Queiroz. Naquela ocasião, a partida foi promovida pelo seu viés político, e se houve muita cordialidade entre os atletas, aquilo não passou de maquiagem, como a sequência histórica vem demonstrando. Nas outras duas participações, souberam não passar sem somar ponto: em 1978, um empate contra a Escócia, e, em 2006, outro 1×1, desta vez contra Angola.

 

É ele!

rahman-ahmadi

Praticamente todos os atletas atuam no Irã, e nenhum deles disputa uma liga europeia (correção: há cinco na lista de pré-convocados). Esta falta de confronto contra rivais mais duros pode pesar bastante, apesar de ser uma equipe taticamente aceitável, disciplinada. Como a bola pouco fica no pé, o jeito é esperar uma boa atuação do goleiro. Na última partida das Eliminatórias, foi Rahman Ahmadi o número 1. Que seja ele.

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