CostaRica

Com um pouco de sorte, a melhor das seleções centroamericanas na História poderia sonhar com 1990, quando, na sua primeira aparição em Mundiais, alcançaram a classificação às oitavas-de-final, ficando apenas atrás do Brasil, no seu grupo. Naquela altura, o brasileiro Alexandre Guimarães era um zagueiro costarriquenho, e, anos mais tarde, em 2002, ele seria o treinador de mais uma derrota contra o Brasil, desta vez por 2×5, bem longe do magro 0x1 de 90. De todos modos, não fizeram feio, somando quatro pontos num grupo que teria dois dos semifinalistas: Brasil e Turquia. A eliminação se deu no saldo de gols.

Em 2006, na Alemanha,  a história foi diferente, e apanharam nas três partidas da fase de grupo: contra os antriões, Equador e Polônia. Em 2010, não se classificaram, e, agora, como mencionado acima, não veio a sorte. O grupo é terrível: Itália, Inglaterra e Uruguai. Se pesasse apenas a qualidade dos times, poderia haver algum sonho de surpreender, mas, como se sabe, a Copa do Mundo gosta de camisas, e todos estes três são campeões mundiais.

Fizeram boas Eliminatórias, derrotaram os “gigantes” México e Estados Unidos, caíram contra os yankees, fora de casa, por uma diferença mínima, num jogo disputado sob neve e frio intenso. De fato, não fosse a incrível virada estadunidense, na última partida, contra o Panamá, os costarriquenhos teriam ficado em primeiro na CONCACAF.

Bolaños, Bryan Ruiz e Campbell são habilidosos, técnicos. As bolas aéreas são o forte da equipe, mas, novamente, o sorteio atrapalha: jogo aéreo contra uma das melhores defesas do mundo – Itália – e contra os mestres das bolas altas – Inglaterra? Quem sabe uma boa estreia contra o Uruguai possa mudar o rumo das minhas previsões.

É ele!

CampbellJoel

Joel Campbell. Com apenas 21 anos, o atleta pertencente ao Arsenal da Inglaterra, porém constantemente emprestado (Lorient/FRA, Real Bétis/ESP e Olympiacos/GRE), fez um gol-símbolo do que poderia salvar a Costa Rica, na Copa do Mundo: quando ia 2×1, contra os EUA, e os costarriquenhos sofriam tremenda pressão, Campbell, aproveitando um chutão da defesa, ganhou, na corrida, de um zagueiro estadunidense e, com calma e categoria, pôs a bola por baixo do goleiro, fechando a coisa em 3×1.

Anúncios