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Conforme prometido, aqui se iniciam os breves textos sobre cada uma das 32 seleções participantes da Copa do Mundo. A ordem segue uma suposição, uma aposta, digamos, da pior até a melhor. Por isso, está claro que vejo este forte país do rugby como o que haverá de pior em junho, quando do – outro – esporte bretão se trata.

Chegam para a terceira Copa seguida, a segunda via Ásia, após terem deixado de disputar as eliminatórias da Oceania. Poderia ser uma credencial para sonhar com 2006, quando chegaram às oitavas, mas foram sorteados num grupo nada convidativo: Espanha, Holanda e Chile.

Assisti a Japão 1×1 Austrália e Omã 1×0 Austrália, pelas eliminatórias – sempre youtube – e não vejo como eles conseguiriam somar algum ponto diante dos dois últimos finalistas ou do Chile do argentino Sampaoli, que conduziu a boa Universidad de Chile, antes de assumir a seleção. Quando pressionada – contra o Japão -, rapidamente entregava a bola, ou tentava algo na base do chutão ou no desafogo do veloz ponta Tommy Oar, de 22 anos e com pouca história na seleção. Contra a Omã, tiveram a bola nos pés, e não sabiam muito o que fazer.

Fica difícil prever menos de quatro gols sofridos contra Espanha e Chile, equipes que provavelmente sairão para abafar os australianos. Interessa-me o jogo contra a Holanda, pois fico curioso para saber como os tri-vice-campeões pressionarão os frágeis rapazes de amarelo e verde. Cadenciar demais pode dar chance para alguma surpresa. Embora esta surpresa não me consiga chegar por análises e desdobramentos táticos e técnicos.

Se existe algo a favor dos australianos, é, penso, o emocional. A perder, não têm absolutamente nada. A estreia em Cuiabá, contra os sulamericanos, terá uma cara de jogo no estádio do Cobreloa, em Atacama. Mas não acredito que estejam lá muito preocupados com esta questão.

 

É ele!

Oar

Tommy Oar não é a estrela do time, não é o mais experiente, não sei nem se constará na lista final. Mas por tudo que vi contra o Japão, o treinador Osieck deveria apostar tudo nele. Nem que seja para pensar num futuro. Afinal, com 22 anos, Oar pode disputar ainda Rússia-2018, Catar-2022, e, quem sabe, 2026, caso ainda haja nações e Copa.

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