Football soccer ball with world teams flags

 

O futebol atravessa, neste 2014, algumas polêmicas brasileiras, coisa mesmo para estudiosos do futuro. Os de agora podem – em certa medida, devem – posicionar-se, cativar sua ética e questionar-se acerca das relações sujeito/mundo, sujeito/objeto, e por aí vai.

A Copa do Mundo encontra um Campeonato Brasileiro pouco promissor, de equipes brasileiras sofrendo na Libertadores – três já foram eliminadas – e, claro, de velhos problemas políticos, mesmo com um governo relativamente novo. Os estádios ficaram frios, artificiais, como se conforto e segurança tivesse de carregar aqueles dois adjetivos. O público, imagina, não sabe se vai a um jogo ou a uma festa, com raras – e saudáveis – exceções.

(Um sintoma e um correlativo: anda difícil conversar, no Maracanã, com gente que escala o time e ainda memora outros, associando confrontos, acontecimentos, etc. A cena do filme argentino El secreto de sus ojos, em que um crime é desvendado pela escalação do Racing dos anos 30, seria impensável por aqui. O que me remete a meu último carnaval, quando levei certa amiga polonesa para ver, do lado de fora, o desfile das escolas de samba. Vendo os carros e aquela agitação, aproxima-se um senhor, começa a puxar papo, e, lá vamos, dá início, comigo, a cantorias de sambas antigos. “Lembra daquele ano em que a Vila parecia que ia levar?”, dizia ele, emendando com o samba da época e mais outra consideração do mesmo tipo.)

Mas, para dentro das linhas, a Copa parece trazer bons confrontos, inclusive por duas seleções que me provocam: a Bélgica e a Suiça. A primeira chamou a atenção de todos, e, se olharmos os jogadores e onde jogam, não é acaso. A segunda, admito, só entra aqui por causa de Daniel Endebo, conhecedor do esporte e atento a esta equipe, que, ao meu ver, gostaria de ser campeã no estilo Grécia-2004, na Eurocopa. Bem verdade que a Copa do Mundo, até hoje, tem sido mais perversa com tradições, e surpresas (Bélgica, Dinamarca, Bulgária, Suécia, Turquia, etc) costumam ficar na semifinal.

No meio de inúmeras tarefas, num ano que me afastou, por enquanto, do futebol, procurarei tratar, até 11 de junho, das 32 seleções que cá estarão. Brevidades, baseadas em leituras de jogos das eliminatórias, pois, para bom pesquisador e realmente interessado no jogo, o youtube traz algumas vantagens.

Seguirei uma suposta ordem de intuição no que diz respeito ao desempenho, da pior para a melhor. Ou seja: começarei com a Austrália.

Fim de semana.

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