Estão montadas as respecagens. Quem quiser um Mundial 2014, terá seu confronto de ida-e-volta, sem mais. E, bom salientar, não é apenas (n)a Europa.

De fato, a África, sem repescagem, põe suas vagas na mesa. Pouco provável que o Iraque reverta a vantagem de Gana: 6×1. Também pouco provável que a Nigéria, depois de vencer, fora de casa, a Etiópia, perca seu lugar na Copa. Nos outros três jogos, tudo em aberto, inclusive com chance de Burkina Fasso por aqui.

O México, salvo pelos EUA – nem tudo pode ser lido como ironia -, percorre o mundo para chegar a Nova Zelândia, e, lá, confirmar uma vaga que, tempos atrás, daríamos como certa. (Não fica demais ser claro: não fossem os dois gols estadunidenses, no final da partida contra o Panamá, os Méxicos já estariam eliminados).

O Uruguai, titubeante nas eliminatória deste lado do mundo, mede-se com a Jordânia, time completamente desconhecido, para mim. Nas eliminatórias asiáticas, levaram de 6 do Japão, logo na primeira rodada. Aos poucos, melhoraram, a ponto de derrotar o próprio Japão, na partida disputada no Estádio Internacional de Amã. Na penúltida rodada, porém, levaram 4 da Austrália. Ou seja: se o Uruguai não perde, no jogo de ida, tem a vaga quase certa, basta querê-la.

 

Outro campeão do mundo na bolsa de atrasados, a França, parece estar menos contente. A Ucrânia, última anfitriã da Europa, ao lado da Polônia, não assusta, mas de vez em quando gosta de gracinhas. E um jogo nestas condições sempre nos deixa lembrar da mão de Thierry Henry, não vista – não vista? – pelo árbitro, e que, sabemos, eliminou a brava Irlanda.

Fora isso, só mesmo o desafio da mídia, Cristiano Ronaldo x Zlatan Ibrahimovic, para um Portugal capenga e uma Suécia oscilante. Pena, para o futebol, pois seria melhor ter as duas seleções na Copa. Pelo menos, elas teriam mais chances de brindar-nos um bom jogo que a Islândia. Vá lá, ninguém acredita neste pequeno país nórdico, contra a quentíssima Croácia. Mas, como gostam de repetir por aí: vai que…

Fecha a coisa a Grécia, outrora campeã europeia (2004) e Romênia, com chances de comemorar, ano que vem, 20 anos do seu grande Mundial, quando, com Hagi e colegas, eliminaram a Argentina, nas oitavas, e, em jogo fora do comum, 2×2 empolgante, caíram antes a Suécia, nos pênaltis.

 

Vermeer

 

 

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