Quando o juiz marcou o pênalti a favor do Botafogo, em pleno Mineirão, a torcida local – no caso, a do Cruzeiro -, deve ter sentido que a briga pelo título não seria nada fácil. Seedorf se ajeita para empatar, depois de o time mineiro ter aberto o placar no último minuto dos acréscimos do primeiro tempo. A bola vai para fora.

Quase meia-hora depois, o árbitro assinalou, equivocadamente, um pênalti contra o Botafogo. 2×0, que, perto do final, chegaria a 3×0. Mesmo assim, a diferença de pontos ainda era possível de ser revertida e a sequência de quatro jogos no Maracanã animava a equipe de Oswaldo de Oliveira.

No domingo, 22 de setembro, o Botafogo abriu o placar contra o Bahia, enquanto o Cruzeiro não marcava – nem sofria – um gol sequer, contra o irregular Corinthians. Tudo certo para diminuir a vantagem mineira, não fosse a surpreendente virada bahiana: 1×2. O Campeonato Brasileiro é assim mesmo, duro, pegado, equilibrado. Vale derrotar a Ponte Preta, na roda seguinte.

Os campinenses, na zona de rebaixamento, vieram ao Maracanã e saíram do Rio de Janeiro com algum raio de esperança, ao derrotar o então vice-líder, por 0x1. Isso, no sábado, pois o domingo seria para uma vitória cruzeirense, no Rio Grande do Sul, contra o Internacional.

As chances começavam não apenas a acabar, como também a briga pelo título se transformava numa “mera” luta por vaga na Libertadores, principalmente quando, na rodada 25, a Estrela Solitária empatou em 1×1 com o Fluminense, horas depois de Cruzeiro 4×0 Portuguesa. Não bastasse, o circuito Maracanã se encerraria com Botafogo 0x1 Grêmio, mais uma vez num sábado, e mais uma vez na prévia de um domingo azul: Náutico 1×4 Cruzeiro.

É preciso voltar: quando o juiz apontou o escanteio para o Cruzeiro, no fim do primeiro tempo da partida contra o Botafogo, no Mineirão, a coisa ia 0x0. Quando a bola viajou, o cronômetro marcava algo como 47 minutos. E antes dos 48, Nilton acertou um estranho chute, um terço chaleira, um terço voleio, um terço balé. De não acreditar.

Na última rodada, o Cruzeiro quis oferecer um pouco mais de graça ao campeonato, perdeu, em casa, para o ameaçado São Paulo. O Botafogo venceu, jogando como visitante, o laterna Náutico. Viu o Grêmio perder, em Porto Alegre, para o Criciúma, outro que tenta evitar a Série B. É pouco, certo, mas é um pequeno alento para enfrentar o Flamengo, no domingo, já sabendo do resultado de outro clássico, o mineiro. Quem sabe a diferença cai para 10 pontos.

E 10 pontos, faltando 10 rodadas, num ano 13, é escrita suficiente para qualquer alvinegro.PaulinhoCriciuma89

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