Hoje, 21 de julho, comemoram-se 111 anos de fundação do Fluminense Football Club. Não bastasse, o próprio time de futebol entra em campo para, não menos, um clássico. Não bastasse, é a volta a um lugar inexistente, ou seja, ao Maracanã. Inexistente, porque sem confrontos e saudosismos, é hora de aceitar que vamos a outro lugar, apesar do nome. Não bastasse, o algo reles, o campeonato atual, que em algum momento se escreverá na História, põe duas equipes com necessidades urgentes: a falta dos três pontos pode fazer com que uma corda comece levemente a ser passada pelo pescoço.

No popular papel, o Fluminense é superior, até por ter aquilo que se chama “equipe montada”, enquanto o Vasco é uma “equipe em formação”. Desconfio. Primeiro, porque o Fluminense já tornou a sua montagem previsível e, na ânsia, tem sido, além de bem marcado, ineficiente nos aspectos individuais, sobretudo na defesa. Segundo, porque se o Vasco pensa que vai formar alguma coisa com esses atletas, a coisa é mesmo preocupante no lado cruzmaltino. Um pouco menos de “executivismo” por parte da diretoria tricolor e um pouco mais de “executivismo” pelo lado vascaíno poderiam ajudar, num processo que vai do extra- ao intracampo.

Estou curioso para ver se Juninho Pernambuco conseguirá equilibrar sua equipe e, desse modo, amarrar um jogo que não pode cair no lá e cá. Ou se estou errado e o Vasco apostará justamente num Fluminense que não gosta muito de jogos efuziantes e tentará impor uma correria, um salve-se quem puder, na tentativa de um 5×3 a favor, um 6×4.

O dia é tão incerto, que a previsão de sol começa a ser ameaçada por nuvens e ventos. O Cristo, por exemplo, já está coberto.

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