Sorrentino anuncia, dia 17 de outubro de 2012, através de rede social – mais ou menos um dos poucos lugares existentes no mundo – a ausência de vitórias do Fluminense, no Engenhão, quando de sua presença. Se a memória dele – ou as anotações, caso ele seja um cronista escondido – não falha, ele não esteve presente no Fluminense 5×4 Grêmio, ano passado.

Já não sei se assistiu a Fluminense 0x0, numa das nossas eliminações na Copa do Brasil, antes de Engenhão e pós Laranjeiras, que recebera, na estreia de Donizete e Agnaldo, um Fluminense 4×3 Grêmio, amistoso com três gols do Ronaldinho Gaúcho, sendo um deles de falta. Nada disso de passar bola por baixo da barreira, mas a tradicional por cima, em curva, e para poucos – ou nenhum? – goleiro.

Mesmo o cronista usa a modernidade, em youtube, ou os recortes de jornal, quando os possui, para refazer gols que ficaram perdidos, como os nove do citado jogo contra a parte azul de Porto Alegre. Certo que, dos quatro, duas falhas do goleiro, e um dos nossos, um chute de Rafael Sóbis, muito semelhante ao que nos dava, no dia do anúncio Sorrentino, um parcial 2×1. Resultado que nos afastaria 14 pontos do próprio Grêmio e 11 do segundo colocado, o Atlético-MG.

A partida fora aberta com um gol de Elano, de falta, ao cobrá-la por baixo da barreira, como se aquilo fosse mais que mera ironia ou pura imitação. E o empate, após escanteio e desvio de cabeça, viera dos pés de quem primeiro pisara o gramado, antes do início da segunda etapa: Digão. O aguerrido zagueiro havia entrado em campo numa corrida contagiante, buscando logo o círculo central, antes de se posicionar no seu devido lugar, lá atrás.

A noite, no entanto, terminou em 2×2, gol de Zé Roberto, nascido a 6 de julho de 1974, dia de um Brasil 0x1 Polônia, gol de Lato, pela disputa do terceiro lugar da Copa da Alemanha. Um jogo em Munique, que, ironia ou destino, abrigara e idolatrara o meia brasileiro, por alguns anos. Isso, certo, não tem a ver com o resultado de um Campeonato Brasileiro, quase quarenta anos depois. Mas se a presença de Sorrentino é “zica”, como ele próprio declara, o meu nascimento, exatos cinco anos após o de Zé Roberto, e meus anos como frequentador do rival VfB Stuttgart são algum confronto escondido.

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