Faltam poucas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, e exigem do cronista alguma opinião. Grave, porque cronistas que se prezem devem andar longe destes riscos linguísticos pouco rigorosos. Observações, estudos, apreciações pautadas: coisas que se esperam de alguém que leva e vida – mesmo que não financeiramente – a olhar o futebol.

Vá lá que o tempo não seja propício.

Ninguém prevê nada, porque isso não se faz. Tampouco, se comentam tabelas, porque para isso basta que o cidadão a ponha diante dos olhos e pense por si: os números serão os mesmos, e não cabe a ninguém pensar por outrem. Não caberia.

Os afetos moldam, não tenhamos dúvidas. Também a personalidade. Imagino tricolores cantando o título; outros, por si mais comedidos, aguardando a confirmação matemática, porque, afinal, “em futebol tudo pode”.

O Flamengo anda mais perto da Série B – coisa pouco provável, porque abaixo vêm gente muito fraca – e outro dia saíam com cálculos para Libertadores. Nesta ilusão, o Botafogo, que perde em casa para o Santos, queria somar-se.

Não sei. E se a visão que se tenha de História não é coisa exclusiva de historiadores, é certo que tanto estes como os cronistas não são, devidamente, videntes.

Falar de futebol exige mais que mera opinião ou futurismos ingênuos.

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